terça-feira, 15 de setembro de 2009

Olimpíadas Escolares Brasileiras 2009 Categ B

Olimpíada Escolar
DEFINIDOS GRUPAMENTOS DA OLIMPÍADA ESCOLAR
O Colégio Incomar de Toledo, que representa o estado do Paraná, jogará contra Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, nesta primeira Fase da competição (chave B).
Nas outras chaves estão: Pará, São Paulo,Sergipe e Rio Grande do Norte(chave C) e Santa Catarina, Mato Grosso, Pernambuco e Distrito Federal (chave A).
A estréia da equipe Paranaense será na quarta-feira, as 14 horas, contra o estado do Rio de Janeiro. Na quinta-feira, enfrenta a equipe do Espírito Santo as 9:30 hs e na sexta-feira, joga conta Mato Grosso do Sul as 10:30 hs.
Segundo a técnica Marli Costa, que já se encontra em Poços de Caldas com o elenco toledano, “o Paraná faz parte da divisão especial da Olimpíada e serão jogos bem disputados. Não temos como saber o nível das outras equipes, pois são meninos de 12 a 14 anos, que dificilmente já tenham disputados campeonatos deste nível. Nos preparamos para a disputa da melhor maneira possível e espero que os meninos não sintam muito a parte psicológica nos jogos que faremos”, conclui.
Os pais e admiradores do Basquetebol masculino de Toledo, podem acompanhar as notícias de Minas Gerais todos os dias, no site da Associação dos Amigos do Basquetebol Masculino de Toledo, no endereço WWW.abatol.com.br.
Fonte : WWW.abatol.com.br.
NOTA:Boa sorte para a equipes de Toledo(Masc) e de Curitiba(fem) nas Olimpíadas Escolares Brasileiras.

JOJUPś 2009 - Umuarama

GRUPAMENTO E CONFIRMAÇÃO DAS EQUIPES
BASQUETEBOL FEMININO - Divisão A (08 municípios)
GRUPO A - 1. São José dos Pinhais, 2. Maringá, 3. Toledo, 4. Araucária
GRUPO B - 1. Ponta Grossa, 2. Curitiba, 3. Londrina, 4. Foz do Iguaçu
BASQUETEBOL FEMININO - Divisão B (09 municípios)
GRUPO A - 1. Umuarama, 2. Castro, 3. Campo Mourão
GRUPO B - 1. Cornélio Procópio, 2. Medianeira, 3. Goioerê
GRUPO C - 1. União da Vitória, 2. Palmas, 3. Paranavaí
BASQUETEBOL MASCULINO - Divisão A (10 municípios)
GRUPO A - 1. Cascavel, 2. Maringá, 3. União da Vitória, 4. Campo Mourão, 5. Astorga
GRUPO B - 1. Curitiba, 2. Londrina, 3. Ponta Grossa, 4. Toledo, 5. Francisco Beltrão
BASQUETEBOL MASCULINO - Divisão B (10 municípios)
GRUPO A - 1. Umuarama, 2. Marechal Cândido Rondon, 3. Cambé, 4. Imbituva
GRUPO B - 1. Colorado, 2. Guarapuava, 3. Palmas
GRUPO C - 1. Goioerê, 2. Ivaiporã, 3. Araucária
Fonte : http://www.jogosdajuventude.pr.gov.br/

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O clássico do café: Maringá e Londrina e o basquete invisível

O clássico do café: Maringá e Londrina e o basquete invisívelPor Guilherme Tadeu em 13 September, 2009, 11:28
Ao longo dos últimos cinco anos de site, devo ter escrito mais de 200 “recaps” de jogos que acompanhei pela TV. Já elogiei gênios como Kobe, LeBron, Navarro, Diamantidis, Papaloukas, Ginóbili, Nowitzki, Gasol, etc. Critiquei em boa medida outros tantos talentosos jogadores, dos mais variados níveis.
A cobertura da tarde do último sábado, porém, me tirou do conforto do sofá e me apresentou à dura realidade do basquete invisível. Se por um lado, o Brasil já é um cenário extremamente alternativo para o basqueteiro mundial, se comparado com o europeu e a NBA, o que dizer do clássico do café que abria o calendário das equipes na Copa Sul?
Traremos ainda esta semana uma análise mais trabalhosa sobre a equipe de Londrina, suas aspirações no NBB, quais expectativas, quais os defeitos e qualidades do time que por ser novo, traz certa curiosidade na comunidade do esporte no Brasil a imaginar o que pode ser feito já nessa temporada no principal campeonato da modalidade no país.
Nesta crônica, porém, tento tratar do basquete invisível, representado pelos meus conterrâneos à margem do profissionalismo, “tirando leite de pedra”, como bem definiu Jamison, antigo ala de Vasco, Bauru e outras equipes brasileiras, único veterano e forasteiro da equipe comandada pelo treinador Saulo, o principal formador de atletas da cidade e mantenedor da bola laranja por essas bandas.
A começar, temos que contar do jogo, que foi vencido pela equipe de Londrina por 82-78 em um jogo de nível técnico dentro do esperado para o que representa (tendo momentos, inclusive, que até superou as expectativas, sobretudo o segundo tempo). Decidido apenas a 20 segundos do fim, em um rebote ofensivo de Bernardo Guimarães, o jogo teve inúmeros destaques. E dois cestinhas: Brunão, por Maringá e Guilherme Filipin, por Londrina. Não estavam disponíveis os números dos rebotes. O jogo foi realizado num ginásio menor, improvisado, na lateral de um complexo maior daquilo que é chamado sem muito rigor de Vila Olímpica em Maringá. Um público de pouco mais de 100 pessoas acompanhou o jogo.
Quando no fim do jogo, desci para falar com os londrinenses e coletar algum material sobre a estreante no NBB (o material, como já disse, vem depois), resolvi dar alguma atenção aos meus conterrâneos, mais pelo respeito que temos que ter pelo trabalho realizado do que na tentativa de conseguir alguma grande informação relevante para trazer aos nossos leitores.
Quando o time de Londrina já caminhava ao ônibus que os levaria de volta, vitoriosos, ainda restavam Saulo, Jamison e Robinho no ginásio. Enquanto o primeiro, o treinador, me contava que todos menos Jamison foram formados por aqui e que a empreitada ousada para participar da liga de Oscar havia saído cara demais (e que até pouco tempo ainda arcavam com os custos daquela tentativa de reerguimento do basquete da cidade), o veterano desmontava a estrutura que mantinha ligada o relógio de 24 segundos e o ala-pivô que com algumas enterradas levantou a torcida ajudava a desmontar toda a pequena infraestrutura montada para receber o basquete daquela tarde.
Essa crônica não é sobre o basquete de alto nível, tema mais comum nesta página. Fosse, poderia apenas dizer que o time do Londrina precisa se reforçar muito mais se quer jogar um bom NBB e que do time maringaense, há meia dúzia de jovens com condições de se tornarem profissionais para colaborar, uns mais, outros menos, com equipes profissionais espalhadas pelo país (destacaria o já citado Robinho (número 7), Thiago (número 13) e Brunão (número 15), o trio de “frontcourt” que deu muito trabalho para um time bem mais forte fisicamente como o de Londrina).
O espaço aqui porém, hoje, é do basquete invisível. Desses profissionais que, sem grandes condições e à margem de grandes projetos e dos grandes recursos públicos ou privados, dedicam a vida na manutenção do esporte que aqui cultuamos diariamente. Gente como Saulo, que me contou das dificuldades de treinar uma equipe em apenas um período, tentando fazer com que os jogadores conciliem trabalho e estudo.
Gente como Jamison (número 12), que atrasa a aposentadoria reduzindo o tempo de treino e de quadra, para conseguir seguir a vida. Aliás, saudoso, o ala me confessou que os melhores momentos da carreira ele passou no Vasco, onde viu florescer o talento de Nenê, lembrando que o hoje ala-pivô do Nuggets era o primeiro a chegar e último a sair. Hoje, orgulhoso, conta da carreira de treinador para a qual se prepara que já dá os primeiros passos em uma escola particular da cidade. Em um longo papo, ao apazar das luzes (literalmente), elogiou o trabalho de Moncho e criticou a falta de estudo dos treinadores. Quando lhe contei da Área Técnica/Coach Corner que disponibilizamos nosso site, se empolgou. Profissional em formação, ele sabe que o jogo deve ser jogado em alto nível, com o cérebro. Por isso, elogiou o segundo tempo da partida de ontem, partida na qual o jogo foi mais cerebral do que puramente reflexivo.
Gente como Robinho, que não é nem de perto o mais talentoso do time, mas é de longe o mais batalhador. Se jogou no chão uma dezena de vezes, distribuiu tocos, cavou faltas de ataque, roubou bolas, enterrou e fez o que pôde pra manter a equipe no jogo, mesmo enfrentando jogadores visivelmente mais fortes. Enquanto enrolava os fios depois do jogo, dei-lhe parabéns pela partida, e ele, sem conseguir sorrir, ainda abatido pelo resultado, agradeceu. Enquanto me despedia, ele ganhou uma carona de Jamison até o terminal rodoviário da cidade para voltar pra casa.
Histórias, as três, que, não tenho dúvidas, devem se repetir diariamente ao redor deste país gigante em que vivemos. Enquanto isso, carentes de uma política que consiga direcionar toda essa incrível profusão de talentos espalhados sem quase nenhuma estrutura que os abrace, vivemos sem conseguir atingir nem metade do potencial que podemos. Se detectarmos que nos últimos anos, os nossos principais ídolos só conseguiram atingir todo potencial técnico se lapidado no exterior, não é apressado dizer que vivemos da caridade de quem nos detesta.
Que os formadores, os futuros formadores e os formados façam como Saulo, Jamison e Robinho e outros tantos profissionais do basquete que vivem invisíveis pelo país: contrariem a lógica, não desistindo.
Guilherme Tadeu de Paula (guilhermetadeudepaula@gmail.com
COMENTÁRIOS
1. Achei interessante Vossos comentários, e gostaria aqui, de juntar-me a ti para elogiar o trabalho do Saulo, Jameson e Cia., apesar de não concordar com alguns métodos, mas bem sei o quanto é difícil administrar o basquete em nosso estado. Porém, gostaria de ressaltar que, quando se faz com amor e companherismo as coisas acabam dando certo. O exemplo é este time de Londrina, apesar do que disseste, ele é um time em formação e também passou duras provas. Com muito trabalho e muita humildade o Leitinho(Diretor técnico e ex jogador) junto com Paulo Arns(hoje supervisor e ex jogador) , conseguiram que este time fosse montado e o que é melhor, voltaram para a Liga Nacional, lugar que estão poucos. Acredito que temos que apoiar tais atitudes, pois hoje, não são mais só Londrina, eles são os únicos representantes do Paraná, o que sem dúvida aumenta e muito a responsabilidade. Tenho certeza que darão grandes alegrias a todos. O que precisamos é sempre focar o profissionalismo. Precisamos sim organizar cada vez mais nosso basquete no Paraná, e tenho certeza que juntos, todos os grandes times, mais a Federação, poderemos chegar ao topo e nos orgulhar de um trabalho bem feito. Londrina , tenha certeza disto, vai se esforçar para honrar o nome do Paraná. Temos muito a apresentar.
Luiz Henrrique Arns
Sep 13th, 2009 at 8:33 pm

Desculpem-me, não havia concluído, apertei a tecla errada.
Dos doze jogadores a disposição do experiente técnico Ênio Vecchi, 06 são pratas da casa, são valores trabalhados em Londrina e que já estão dando bons frutos, ficaram de fora da partida por contusão Rodrigo Santana e João Paulo; Fernando Mineiro, Adriano e Bernardo chegaram na semana passada, pois estavam em férias, e ainda não estão 100%, mas sem dúvida já é uma equipe aguerrida, com fibra, disposição e muito profissionalismo.
Ao encerrar quero parabenizar as equipes de Rolândia e Astorga, que mesmo não tendo maiores condições estão representando dignamente suas cidades, colocando o espírito esportivo acima de tudo, não arrumando artimanhas, para buscar um resultado melhor. Parabéns , são de pessoas assim que o Paraná busca para renascer seu basquete. E Leitinho, Paulo Arns e Paulo Chanan(presidente da ADL), meus parabéns pela vontade, coragem e visão, “

Henrique Lima
Sep 13th, 2009 at 11:19 pm
Excepcional texto.
E Guilherme, você bem comentou o que é, quase o inevitavel no meio, DESISTIR.
Este é o grande X da questão. Muita gente cansa. Cansa de batalhar, esperando “aquele estranho dia que nunca chega”, no caso do basquete nacional, o dia em que teremos condições dignas de trabalho.
Grande coluna !
Parabens !

Vinicius Fontana
Sep 14th, 2009 at 7:36 am
Parabéns Guilherme, muito bom enfoque!

CHINA
Sep 14th, 2009 at 9:11 am
Grande coluna.
Você foi de uma felicidade imensa. Retratou em belas palavras a dura realidade do ‘basquete invisível’.Onde se lê Maringá, certamente poderia ser lido “n cidades”.
Se o basquete intenta crescer, não pode se dar ao luxo de se preocupar apenas com a elite da NBB. Discussões urgentes a respeito desses clubes menos “estruturados” devem ser postas à mesa. A Liga B é necessária. Bom para dar espaço e experiência aos jogadores mais novos, mais campo de trabalho para nossos técnicos, árbitros, dirigentes e principalmente dar visibilidade e possibilidade de ascenção às equipes desse basquete invisível.
Ademais, parabenizo pela coluna em função da homenagem que esse grupo de Maringá merece receber. São grandes batalhadores e as dificuldades relatadas são apenas a ponta do icebert, eles tem muito mais problemas, que são driblados diariamente com muita garra.
um grande abraço
China

Marival Junior
Sep 14th, 2009 at 3:43 pm
Guilherme Tadeu
apesar do termo “ser” invisível prefiro dizer “estar” invisível pois das equipes citadas, Londrina, Maringá, Cpo Mourão, Rolândia e Astorga trazem muitas revelações mas que apenas são olhadas quando saem do Pr para jogar em outros centros, com SP principalmente. Se está assim no masc o que dizer do feminino então onde várias atletas de equipes do Brasil são oriundas do PR mas que o mesmo não consegue montar uma equipe decente para disputar as competições em nível brasileiros(nada contra Mga, PG entre outras). A é, tivemos a equipe da Hortência! alguns vão dizer mas esquecem que quando encerrou a parceria, sendo que muitas ou 90% eram de fora, encerrou o projeto e ficaram as atletas, os frutos daquela geração, Natália, Ana Jéssica, Vania, Júlia, Milena ,entre outras mas ainda é muito fraco para o que o PR pode representar em termos de basquete, tanto masc quanto fem. Mas de qualquer maneira, não deixamos de apoiar estes abnegados e malucos por basquete citados na reportagem acima e nos textos de comentários.
Abraços
Marival Jr
FONTE :draftbrasil.net.br

Entrevista Flávia Renata Almeida


Entrevista

Flávia Renata Almeida

O que achou do Mundial Sub-19 Feminino, realizado na cidade de Bangkok, na Tailândia no final do mês de julho?
Foi um campeonato muito forte tecnicamente, pois estavam participando as 16 potências mundiais do Basquete Feminino. Tivemos ótimos jogos e surpresas durante a competição. Não houve uma equipe favorita, e sim um pequeno grupo que poderia chegar a final, como Estados Unidos, Espanha, Austrália, Canadá, Argentina, e no final, venceu quem errou menos durante a competição. Foi um orgulho muito grande representar a Arbitragem Brasileira e ser indicada entre os Árbitros FIBA que lá estavam, para apitar a Final disputada por Estados Unidos x Espanha. A cidade de Bangkok, juntamente com a FIBA ASIA deram um show de Organização, deixando todos os participantes com uma ótima lembrança deste Campeonato.

Apesar de ser sua primeira competição internacional, você percebeu muita diferença entre os estilos de arbitragem e como foi sua adaptação a esses estilos?
Existe uma diferença no estilo de Arbitragem Mundial, assim como temos diferenças dentro do Brasil, característico de cada região. Mas isso não foi problema, pois tivemos reuniões técnicas durante a Competição, onde padronizamos como seria o Campeonato, assistíamos os videos com situações ocorridas durante os jogos, e discutíamos juntamente com o Sr. Lubomir Kotleba (FIBA), Sr. Nosratollah Jafarian (IRAN) e Sr. Geraldo Fontana (BRA), e antes de cada jogo, os três árbitros se reuniam, e faziam a Pré-Partida - essencial para a realização de um bom jogo, interação e parceria entre os árbitros.

Numa competição, como é o convívio com os outros árbitros, de diferentes culturas?
São muitas personalidades, idiomas e costumes diferentes que se misturam aos poucos. O convívio é muito bom, a interação é muito grande e vai crescendo com o passar dos dias, pois além de todos se comunicarem em Inglês, apesar do idioma primário ser geralmente diferente, a curiosidade por saber sobre a cultura alheia é muito grande. Então, sempre surge um assunto ou outro, sendo difícil não fazer novas amizades e retornando com um aprendizado muito grande.

Que assuntos surgem numa conversa entre árbitros?
Surgem diversos assuntos, desde o que está acontecendo na própria Competição e outras competições.. Assuntos profissionais (o que cada um trabalha quando não está arbitrando), curiosidades sobre cultura, idiomas.. Discutimos regras e situações de jogo, e assim por diante.

Como as competições nacionais te ajudaram a chegar ao nível internacional?
As competições nacionais foram essenciais para eu chegar a Categoria Internacional. Participei de alguns campeonatos nacionais de base, dentre eles 4 Acampamentos de Arbitragem Eletrobrás, realizados pela CBB, durantes as Olimpíadas Escolares, realizadas pelo COB (2005/06/07/08). Nestas competições tivemos reuniões técnicas, onde analisávamos como foi a nossa participação durante aquele dia, assistíamos a vídeos editados com situações especiais, realizávamos as reuniões Pré-Partidas antes de cada jogo. Juntamente com essas competições de base, também participei nos mesmos períodos dos Campeonatos Nacionais Adulto Feminino (2005/06/07/08), e Masculino (2008/09), onde estas reuniões Pré-Partidas também aconteciam. Com certeza sem a seriedade, dedicação e o profissionalismo com que trabalhava e trabalho nestas competições, seria difícil ter tido essa oportunidade Internacional.

Como é o relacionamento entre o árbitro e os jogadores antes, durante e depois das partidas?
O relacionamento é o mais profissional possível. Estamos lá trabalhando, e os atletas também. Por isso, acredito que o respeito, a disciplina e a seriedade de ambos dever prevalecer durante qualquer fase do jogo.

Você sente muita diferença entre competições femininas e masculinas? Entre base e adulta?
No Masculino, a força física e o ritmo de jogo são maiores que no feminino, tanto na Categoria Adulta, quanto na base. Existe também a questão de interferência de cesta, que raramente ocorre no feminino. Sei que existe esta diferença, mas não sinto nenhum problema em relação a isso, principalmente porque antes de entrar em quadra, tenho meu momento de concentração, para quando estiver em jogo, tentar evitar as surpresas que podem acontecer.

O que você acha do aumento do número de mulheres na arbitragem nacional e internacional?
Acredito que seja um processo natural as mulheres estarem sendo inseridas num contexto antes dominado pelos homens, como em todos os segmentos profissionais. Fico muito feliz e orgulhosa de fazer parte deste processo, que iniciou em 2003, com o Programa de Incentivo a Arbitragem Feminina, tanto na FIBA, quanto na CBB. Temos a mesma capacidade de trabalho que os homens, e com isso as oportunidades estão surgindo, e nós mulheres, mostrando o nosso melhor.

O que você mais gosta num jogo? E o que não gosta?
Não sei se existe o que mais gosto e que não gosto. Posso dizer que prefiro quando não existem situações de brigas entre atletas, ou dirigentes, sejam elas físicas ou verbais. Mas sei que isso faz parte do jogo, e se acontecer, tenho que estar preparada para intervir e solucionar.

Tem alguma regra que você acha difícil de aplicar na hora do jogo?
Basquetebol é um esporte muito dinâmico, onde a decisão do Árbitro é tomada em fração de segundos. Acredito que a falta técnica seja muito subjetiva, pois acontece em momentos onde não há contatos físicos, e depende somente da interpretação do Árbitro naquele momento.

Qual sua expectativa sobre os novos moldes que o basquete nacional vem tomando?
Com estes novos moldes, o Basquete Nacional está tendo um maior aparecimento na mídia, e a expectativa é que, com isso, o investimento nas categorias de base aumente, as crianças e adolescentes se interessem pelo nosso esporte, e que os professores estejam capacitados para recebê-los e prepará-los para o futuro, aumentando assim o número de jogos, e principalmente, o nível técnico e tático das equipes, colocando assim, o Brasil novamente entre as grandes equipes competitivas do Mundo. Se o trabalho de base for feito de maneira correta, e a continuidade do trabalho for feita com compromisso e seriedade, todos nós só temos a ganhar.

fonte:fprb.com.br

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Campeonato Adulto de Basquete da FPRB 2009

ADL Londrina vence a equipe de Astorga
A equipe da ADL Londrina venceu o Astorga por 102 a 45 no ginásio de Esportes Moringão, na tarde de hoje, pela segunda rodada do Campeonato Paranaense de Basquete. O cestinha da partida foi Guilherme Filipin, da ADL, com 24 pontos.
Foi um jogo tranqüilo para a equipe londrinense. A ADL abriu e fechou o placar. No primeiro tempo a ADL já havia aberto 30 pontos de vantagem – 49 a 19.
No próximo dia 16 a equipe de Londrina enfrenta o Rolândia. O técnico Enio Vecchi disse que as partidas do Campeonato Paranaense vão dar ritmo ao time que disputará a liga nacional que começa em novembro.
A ADL formou com Celinho, Murilo, Paulo Filgueira, Bernardo, Fernando Mineiro, Zé Haas, Charles, Guilherme, Adriano, Leo Quadrado e Nailson.
Fonte : basquetepevermelho.blogspot.com

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Copa América 2009

Juiz brasileiro sobrevive ao fogo cruzado de Porto Rico x República Dominicana
Cristiano Maranho mantém os ânimos calmos dentro de quadra no clássico caribenho que incendiou o Coliseu Roberto Clemente nesta quarta-feira

Rodrigo Alves
Direto de San Juan

Torcida portorriquenha é fanática por basquete e pressiona juiz e rivais o tempo todo Na noite de quarta-feira, o clássico entre Porto Rico e República Dominicana fez o Coliseu Roberto Clemente ferver. Dentro da quadra, um brasileiro tinha a missão de não deixar o caldeirão transbordar na Copa América. O árbitro Cristiano Maranho integrou o trio que apitou a partida e conseguiu levá-la até o fim sem maiores incidentes. A pressão das arquibancadas, no entanto, impressiona até quem já tem muito tempo de estrada.

- É como apitar um clássico no Brasil, mas o pessoal aqui em San Juan é muito mais fanático. A paixão deles aqui é como a do nosso futebol. Então não é fácil administrar os ânimos dos jogadores dentro da quadra – contou Maranho ao GLOBOESPORTE.COM após o confronto, vencido pelos portorriquenhos por 85 a 76.

Nos dias que antecederam a partida, o dominicano Charlie Villanueva usou o twitter para colocar mais lenha na fogueira, prevendo que o evento seria uma batalha muito maior que um jogo de basquete. Ao longo dos 40 minutos de bola quicando, contudo, os jogadores se controlaram. O que não livrou Maranho de momentos tensos.

- O momento de maior tensão foi quando um torcedor estava atrás do banco da República Dominicana e nós tivemos que tirá-lo de lá. Você tem que pedir para a polícia ir até o local, e assim você joga todo o ginásio naquela situação. Outro momento difícil foi uma falta de ataque que eu marquei do Carlos Arroyo, a 1m30s do fim. Para dar uma falta daquela contra a estrela do time de Porto Rico, tem que ser falta mesmo – afirma o árbitro.
Fonte : Rodrigo Alves/GLOBOESPORTE.COM

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

HALL da FAMA da FIBA

UBIRATAN MACIEL NO HALL DA FAMA DA FIBA
31/08/2009 11:35 h
atleta brasileiro Ubiratan Pereira Maciel (1944-2002) foi eleito para o Hall da Fama da Federação Internacional de Basketball (FIBA). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (31 de agosto) pela entidade. Ubiratan Maciel Pereira foi a estrela da equipe brasileira que ganhou o campeonato mundial de 1963 e a medalha de bronze dos Jogos Olímpicos de 1964. Ubiratan se junta a Amaury Pasos, Hortência Marcari e Togo Renan Soares “Kanela”, na lista dos imortais do basquete mundial. A cerimônia de premiação da Classe de 2009 será no dia 20 de setembro, em Katowice, Polônia, durante as finais do Campeonato Europeu Masculino.

— As brilhante conquistas do nosso eterno Ubiratan encheram o nosso basquete de alegria e orgulho. Foi um jogador exemplar, dedicado e extremamente talentoso, deixando sua inesquecível marca no basquete brasileiro e mundial. É uma homenagem realmente justa para quem tanto contribuiu para o esporte em nosso país — disse Carlos Nunes, presidente da CBB.

Também fazem parte da Classe de 2009 do Hall da Fama da Fiba:

Artenik Arabadjian (Árbitro – Bulgária)
Jacky Chazalon (Atleta – França)
Pedro Ferrandiz (Técnico - Espanha)
Ricardo Gonzáles (Atleta – Argentina)
Al Ramsay (Contribuidor – Austrália)
Oscar Robertson (Atleta – Estados Unidos)

Nomeações Póstumas:

Luis Martins (Contribuidor – Argentina)
Peter Newell (Técnico – Estados Unidos)
Ubiratan Maciel (Atleta – Brasil)
Marcel Pfeuti (Árbitro – Suíça)
Kay Youw (Técnico – Estados Unidos)

O Hall da Fama da FIBA, localizado em Alcobendas (Madri/Espanha), foi inaugurando no dia 1º de março de 2007 para preservar a memória do basquete internacional. Na ocasião, a FIBA decidiu prestar uma homenagem póstuma e relacionou 19 pessoas, que contribuíram para o esporte, para estrear o memorial. Dentre os nomes escolhidos, estão os brasileiros Renato Righetto (árbitro), Antonio dos Reis Carneiro e José Cláudio dos Reis (contribuidores).

UBIRATAN MACIEL

Jogos Olímpicos
medalha de bronze em Tóquio (Japão - 1964), 4º lugar na Cidade do México (México - 1968) e 7º lugar em Munique (Alemanha - 1972)

Torneio Pré-Olímpico
4º lugar (Canadá - 1976)

Campeonato Mundial
campeão (Brasil - 1963); 3º lugar (Uruguai - 1967); vice-campeão (Iugoslávia - 1970); 6º lugar (Porto Rico - 1974); 3º lugar (Filipinas - 1978)

Jogos Pan-Americanos
medalha de prata em São Paulo (Brasil - 1963); medalha de bronze na Cidade do México (México - 1975)
medalha de bronze em San Juan (Porto rico - 1979)

Campeonato Sul-Americano
campeão (Peru – 1963); campeão (Paraguai – 1968); campeão (Colômbia – 1973); vice-campeão (Colômbia - 1976); campeão (Chile - 1977)

Pelos clubes

- Taça Brasil
. campeão (1965, 1966, 1969, 1977 e 1980)

- Campeonato Paulista
. campeão (1963, 1964, 1965, 1968, 1969, 1973, 1974, 1975, 1976, 1980 e 1981)
Fonte : www.cbb.com.br